quarta-feira, abril 23, 2008

Seja Bem Vindo ao Lar






Nossa família é feita de todas as raças
Nós somos jovens e velhos, Ricos e pobres,
homens e mulheres Pecadores e santos.

Nossa família se difundiu pelos séculose pelo mundo.
Com a graça de Deus, nós abrimos hospitais para cuidar dos doentes.
Fundamos orfanatos e ajudamos os pobres.

Nós somos a maior organização caritativa no planeta,
trazendo alívio e conforto para aqueles que precisam.
Nós educamos mais crianças do que
qualquer outra instituição educativa ou religiosa.

Nós desenvolvemos o método científico e as leis de evidência.
Nós fundamos o sistema universitário.
Nós defendemos a dignidade de toda vida humana
e preservamos o casamento e a família.

Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos,
que percorreram o caminho da santidade antes de nós.
Guiados pelo Espírito Santo, nós compilamos a Bíblia.

Nós somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição,
que nos têm guiado firmemente por dois mil anos.
Nós somos a Igreja Católica

Com mais de um bilhão na nossa família
compartilhando dos sacramentos e da plenitude da fé cristã.
Por séculos nós temos rezado por você
e por todo o mundo,a cada hora, a cada dia,
sempre que celebramos a Missa.

O próprio Jesus lançou as fundações de nossa fé quando disse a Pedro,
"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja"
Por mais de dois mil anos, nós tivemos uma linha
ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica com amor e verdade,
num mundo confuso e doloroso para se viver.

E nesse mundo cheio de caos, dificuldades e dor,
é reconfortante saber que algumas coisas
permanecem coerentes, verdadeiras e fortes:
nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação.

Se você esteve fora da Igreja Católica,
nós convidamos você a um novo olhar.
Nossa família é unida em Jesus Cristo,
nosso Senhor e Salvador.

Nós somos católicos.
Bem vindo a sua casa!

domingo, janeiro 06, 2008

A Missa de Sempre em Dourados-MS?

Volto a postar após algum tempo, com uma notícia já meio passada, mas ainda não divulgada abertamente. Dias antes da entrada em vigor do Motu Proprio "Summorum Pontificum" estivemos com Dom Redovino e requisitamos a ele a celebração da Missa de Sempre em nossa cidade.

Para nossa quase imensa alegria Dom Redovino de pronto a autorizou, sob uma condição. Determinou rapidamente um padre, Pe. Marcio Trevizan-reitor do seminário local, e poucos dias depois definiu o local, a Capela da Cripta adjacente a Catedral.

Mas, passados mais de 3 meses da autorização de Dom Redovino, estamos ainda assistindo a Missa a 240Km daqui, em Campo Grande, sempre que a providência nos permite. A autorização ainda esta emperrada na condição que Dom Redovino nos impôs: para ter a "Missa de Sempre" necessitamos um "grupo estável" com pelo menos 15 pessoas.

Entre alguns curiosos e outros "tradicionalistas" que encontramos por aqui, já somamos mais de dez, mas se existem outros, escondem-se bem. Assim vamos viajando para a Missa, sempre que possível, e aguardando que outros se juntem a nós.

Peço a todos os amigos que incluam em suas orações, intenções pela Missa de Sempre em Dourados, e aqueles que residem aqui pelos arredores, e que tenham interesse, que enviem e-mail para missa.latim@yahoo.com.br.

terça-feira, outubro 23, 2007

Livrai-nos Deus de nossos inimigos

Gustavo Corção

Um leitor amigo telefonou-me hoje com palavras de compreensão e encorajamento. Graças a Deus não são poucos os telefonemas desta espécie. Mas hoje, creio que pela primeira vez senti a necessidade de assinalar a presença de uma posição prévia que freqüentemente marca essas manifestações sobre os conflitos em questão. Sim, hoje, numa espécie de retrospecção multiplicada, como se tivesse em mim acionado às avessas um computador, observo uma constante nessas comunicações de meus leitores amigos e correligionários. Muitos se queixam do público dilaceramento da Igreja, dos debates entre irmãos da mesma Fé que, no calor da controvérsia, podem chegar a ferir a Caridade e apresentar a triste figura da Igreja ferida em sua unidade. Não, caro leitor amigo e correligionário, os artigos de luta que venho mantendo em público, abertamente, sem nenhum disfarce e sem nenhuma precaução especial no arredondamento das frases, não tem por objeto as divergências dos Irmãos na Fé e sim as injúrias feitas à Igreja pelos seus INIMIGOS. Não sou eu quem pretende sondar o foro íntimo para dizer quem pertence à Igreja e quem está fora dela como inimigo a destruí-la; são eles mesmos que fazem questão de assim se caracterizarem, sem nenhum equívoco e de quase nos forçar a dar-lhes crédito. Escrevo sobre o que escrevem e falam, ou o que deles alardeiam os seus vastos meios de comunicação, e não hesito um segundo em dizer que aceito o combate e que me considero INIMIGO e não apenas um irmão na Fé, com amenas divergências.
Bem quisera, bem quisera freqüentemente entreter-me aqui da grandeza e da beleza das coisas de Deus; ou até entreter-me em discussões vivas, mas realmente amistosas, sobre reais e dolorosas divergências que me separa de alguns irmãos na Fé. Preferiria o debate elevado e sempre inspirado pela santa Caridade, que tem como primeira exigência o amor da verdade. Muitas vezes me entretenho com amigos sobre todos os assuntos que tocam a sagrada doutrina, e não tenho hoje mais feliz passatempo. Mas a sinistra realidade é a do combate público, escandaloso, que o inimigo faz à Igreja, e que, portanto, nos impõe.
Volvo quase um século, para lembrar a primeira lição de catecismo recebida de minha mãe. Creia-me o leitor ou não, mas o fato é que realmente me lembro. Suspendendo a esferográfica um instante, revi esse momento que peço a Deus rever na hora de minha morte: eu pequenino, nos joelhos de minha mãe, aprendia o Pelo Sinal. Segurava-me ela a mão e, com meu pequenino polegar, fazia o sinal iniciador da vida católica, repetindo as palavras: PELO SINAL DA SANTA CRUZ, LIVRAI-NOS DEUS NOSSO SENHOR, DE NOSSOS INIMIGOS, EM NOME DO PAI, DO FILHO, E DOS ESPÍRITO SANTO.
Hoje, depois de um século de empulhamentos e do triunfal aggiornamento trazido por uma apoteose de equívocos, querem nos inculcar a amolecida idéia de um cristianismo sem combate, sem inimigos e, por via de conseqüência, sem necessidade do Sinal da Cruz. Ouso dizer que a paz mundial, a paz terrestre, a paz feita de bem-estar e do comodismo, etc...constitui uma das principais preocupações do Demônio. Muito melhor do que nós, ele sabe que a obsessão desse cuidado nos leva ao abandono de qualquer ideal de Bem e de Verdade, e diverte-se em saber também que esse é o caminho da mais espantosa explosão de inimizades que o mundo conhecerá. Por mim, confesso que me apavoro, quando sinto o horror que esta simples palavra provoca nesta atualidade costurada de ecumenismos, cursilhos, diálogos e demais retalhos da fantasia dopada. Uma vez, conversando com um general, usei inadvertidamente este vocábulo: “os nossos INIMIGOS”, e ouvi esta afetuosa observação: Professor, eu prefiro o termo adversário...Calei-me aterrado. Se os padres e os militares não sabem mais o que é o “inimigo”, quem o saberá? Porque, na verdade, as duas instituições que devem ter a viva noção desta entidade, são realmente a Igreja e o Exército. Aqui no Brasil, as desavenças acaso ocorridas entre essas duas instituições se explicam umas vezes pelo fato de não serem “da Igreja” aqueles que em nome dela pretendem falar, outras vezes pelo fato de não saberem, os homens da Igreja, que o Exército, de 64 até hoje luta a seu lado contra o inimigo comum.
Imagino que nesta altura meu leitor esteja a revolver as idéias que aprendeu sobre a Caridade, Evangelho, Perdão e outras grandes noções que auriu no regaço da Igreja. Sendo estudioso, lembra-se que o Concílio de Trento trouxe esta definição lapidar: A Igreja Militante é aquela parte de seus membros (ainda na Terra) que luta contra três cruéis Inimigos: o Diabo, o Mundo e a Carne.
Mas meu leitor também se lembrará de uma palavra de Cristo: Mas eu vos digo amareis vossos inimigos... “Meu Deus, como conciliar tantas idéias aparentemente opostas?! Como poderei amar se devo combater? Respondeu dizendo: combatendo! Porque esta é a melhor forma de Caridade a que ele tem direito. Por incrível que pareça são os pacifistas que pecam contra a Caridade quando querem que todos se unam e se misturem na mesma indiferença em relação à Verdade e ao Bem. Sim, não há mais odioso pecado contra a Caridade do que a amável condescendência com que permitimos e colaboramos com a permanência no erro e no mal. Não fazer questão de incomodá-lo, de combatê-lo, de tirá-lo da sua tranqüilidade no erro e no mal, é fazer uma das obras prediletas do Demônio.
O Globo, 25-7-74