terça-feira, setembro 02, 2008

Carta Aberta a Dom Redovino Rizardo

na festa de São Raimundo Nonato, em Dourados-MS, 31 de Agosto de 2008.


Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Redovino,
Salve Maria!

Recentemente li o artigo de V.Excia Reverendíssima intitulado "Missa nordestina, gaúcha e romana", publicado no site da Diocese de Dourados em 18/07/2008, cujo assunto despertou sobremaneira meu interesse, pois pouco mais de um ano lhe escrevia denunciando os abusos da Missa Caipira realizada na paróquia São Carlos, aliás, Missa esta que se repetiu este ano, no dia 14 de Junho, na mesma paróquia. Em resposta à minha denúncia do ano anterior, Vossa Excelência, de prático, respondeu-me que: "... vou me inteirar para ver em que consiste essa "Missa Caipira". Eu também não gosto muito de certas manifestações "litúrgicas"...".

Pois bem. Permita-me deduzir do artigo acima citado, que Vossa Excelência tendo se inteirado da mesma, ou deu seu aval, ou não a proibiu, pois agora dá sua aprovação às inculturações.

Haveria muito a dizer sobre essa celebração, mas as fotos publicadas (http://www.terceiromilenio.org/album.php?album=evento215) falam por si mesmas, e o assunto que motiva minha carta é outro.

Lendo o artigo de Vossa Excia. , notei uma certa contradição que passo a relatar, de modo sucinto e com negritos meus, na esperança de que possa me esclarecer.

Logo no início do artigo, citando as palavras de Sua Santidade o Papa Bento XVI a um grupo de sacerdotes e seminaristas, Vossa Excelência escreve:
«A oração é o momento mais importante na vida do padre, momento em que a graça divina age com maior eficácia, dando fecundidade ao seu ministério. Rezar é o primeiro serviço que se pode prestar à comunidade. Os momentos de oração devem merecer uma verdadeira prioridade em nossa vida. Sei que muitas realidades nos urgem. Mas, se não estivermos em comunhão com Deus, nada conseguiremos dar a quem nos procura. Deus é a prioridade absoluta».

E segue Vossa Excia. afirmando:
«Dentre os diversos momentos de oração que enriquecem o dia do sacerdote, a celebração eucarística ocupa um lugar privilegiado. Mas, para que de fato assim seja, toda a vida do padre precisa ser oração

«Essa é a razão que levava São Paulo a se queixar amargamente com os cristãos de Corinto ao vê-los participar da Eucaristia sem as disposições necessárias.»

Até aqui Vossa Excelência afirma, com coerência, algo de grande importância: A vida de um Sacerdote deve ser toda oração, não havendo nada mais importante, tendo lugar privilegiado a celebração eucarística, para a qual é necessário estar devidamente preparado, tendo Deus como prioridade absoluta.

Por ser esta uma carta aberta, considero necessários dois esclarecimentos:

1. Onde há uma força absoluta não há espaço para ação de nenhuma outra força; onde há uma ocupação absoluta não há como existir uma ocupação secundária; quando algo é absoluto, é irrestrito, ilimitado, não permitindo a existência de qualquer concorrência, ou seja, sendo Deus a prioridade absoluta, não pode haver nenhuma prioridade secundária concorrente, existirá apenas uma prioridade. Assim, Deus é a única prioridade.

2. As disposições necessárias para participar da Eucaristia são, segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica:
«... estar plenamente incorporado à Igreja católica e em estado de graça, isto é, sem consciência de pecado mortal. Quem tem consciência de ter cometido pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes da Comunhão. São também importantes o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e ainda a atitude corporal (gestos, trajes), como sinal de respeito para com Cristo.
[291]»

Retornando ao artigo em questão, depois da citação do texto da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, V. Excia afirma algo estranho: «Onde existe Deus, gerado pela busca da santidade, pela solidariedade fraterna e pela prática da justiça de quem se faz presente na missa, ela tem sempre sentido.»

Perdoe-me, Excelência, mas aí deve ter havido um descuido em sua redação.

Deus existe independentemente de qualquer coisa. Deus não é “gerado pela busca da santidade, pela solidariedade fraterna e pela prática da justiça de quem se faz presente na missa”.

E a presença real de Cristo na Missa não é “gerada” pelas atitudes do povo, mas resulta das palavras da Consagração pronunciadas pelo sacerdote.

Claro que tenho certeza de que Vossa Excia. sabe disto. Portanto, prefiro acreditar que houve apenas um erro de expressão de sua parte, ou tenha sido fruto de um erro de digitação, ou de falha na revisão, e que o artigo venha a ser corrigido brevemente por Vossa Excia.

Porém, não é só isso. Na frase seguinte de seu artigo novo erro.

Veja Excelência como foi publicado em seu artigo:

Caso contrário, mesmo que [a Missa] seja rezada obedecendo a todas as normas e rubricas emanadas pela Igreja, acaba sendo uma simples cerimônia, talvez impecável nas exterioridades, mas sem alma, sem vibração e, sobretudo, sem tocar o coração de ninguém”.

A Missa não depende da vibração do povo que a assiste. Ela independe de tocar ou de não tocar o coração de ninguém. Na Missa, Cristo está presente na Hóstia consagrada com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, mesmo que nenhum dos assistentes creia nEle. É um erro bem grave fazer depender o valor infinito da Missa do sentimento do coração, ou da vibração do povo.

Entre "as normas e rubricas emanadas pela igreja" estão as disposições para participar da Santa Eucaristia. Entre as disposições requeridas para bem assistir a Missa estão a fé e a disposição de espírito, mas NÃO estão nem a vibração do povo, nem a necessidade de tocar o coração dos fiéis. Assim sendo, uma Missa rezada obedecendo a TODAS as normas e rubricas emanadas pela Igreja, NUNCA SERÁ "uma simples cerimônia".

Baseado na afirmação errada de que a Missa possa vir a tornar-se uma "simples cerimônia" ou, como dito posteriormente, "se tornar insossa", Vossa Excelência passa a considerar as possibilidades e vantagens da inculturação, até o ponto da Missa tornar-se "Crioula, Gaúcha, Nordestina ou outras...". Então, se estabelece uma contradição entre o início e o restante do texto:

1. No inicio do texto se afirma: O centro da vida do Sacerdote é a oração, o centro da oração é a Eucaristia e o centro de tudo é Deus.

2. Posteriormente, o texto passa a defender as Missas "inculturadas". Ora, uma Missa, seja ela crioula, gaúcha, nordestina ou caipira, é um espetáculo ensaiado, um show, cujo único objetivo é agradar a platéia.
Assim, a Missa, centro da oração, não tem mais Deus no centro
. O centro da Missa passa a ser o homem, para quem o espetáculo é dirigido, e Nosso Senhor passa a ser tratado como um mero coadjuvante involuntário.

A Missa é a renovação incruenta do sacrifício de Cristo no Calvário. Quando assistimos a Missa devemos lembrar que estamos assistindo ao sofrimento e a morte de Cristo pelos nossos pecados. Não se pode negar que, nessas missas crioulas, caipiras, etc., a idéia de sacrifício de Cristo na Cruz é posta bem de lado, senão negada ou esquecida. Nessas Missas ditas “inculturadas”, se dá à Missa, o sentido de ceia festiva, alegre e dançante, que, aliás, se tornou lugar comum nas Missas atuais.

Devemos, entretanto, lembrar que na Santa Ceia, quando Cristo estabeleceu a Eucaristia, houve muito pouco espaço para festa. Cristo conhecia o seu destino iminente e já o havia comunicado aos discípulos (MT 26,1s). Ao iniciar a ceia, Jesus comunicou a traição de um deles (MT 26,20-25), o que os deixou muito tristes (MT 26,22).

Após instituir a Eucaristia, os Apóstolos saem para o monte das Oliveiras, onde Cristo prediz as negações de Pedro (MT 26,31-35). Caso reste alguma dúvida sobre o pesar que pairava sobre eles nesta noite, o próprio Cristo afirma aos apóstolos: "Minha alma está triste até a morte"(MT 26, 38). Portanto, mesmo a ceia Eucarística tem seu centro no sacrifício de Cristo.

Peço a Vossa Excelência que me esclareça caso tenha cometido algum erro de interpretação. Do contrário devo propor que, dado o comportamento festivo do povo nas Missas ditas "inculturadas", absurdamente festivas, que a inculturação "adequada" exigiria que todos fossem trajados a caráter, fantasiados de romanos e judeus, e que durante a consagração, pouco antes de bater palmas e cantar alegremente frente ao Cristo suspenso na cruz, o que já ocorre costumeiramente, também gritassem em coro: Seja Crucificado! Seja Crucificado!(MT 27,22s).

Rogando sua bênção episcopal,

subscrevo-me reverentemente como membro de sua grei.

Alessandro Martini

quinta-feira, agosto 07, 2008

Encerramento das atividades do IBP no Brasil!!???

As duas notícias que seguem causam tristeza a todo católico. Deixando o Brasil, o Instituto Bom Pastor leva também parte de nossas esperanças, não apenas as esperanças que trouxe quando chegou, mas algumas esperanças novas e muitas outras - usando um termo em voga - restauradas.

Apenas a título de resistência, teimosia ou tola esperança, porque é que não encontrei em lugar algum referência à lista [ibp-brasil] do Yahoo Grupos, porque é que o link apresentado leva a uma lista que não existe? Teria, também, a lista do IBP abandonado as terras tupiniquins?


Lamentamos tener que informar lo siguiente:

Por falta de las condiciones mínimas para ejercer un apostolado fructuoso, se clausuran las actividades públicas del Instituto del Buen Pastor en São Paulo, cerrandose así la Casa de formación Nuestra Señora del Buen Consejo. De todo corazón suplicamos a Dios Nuestro Señor y a Su Santísima Madre que muy pronto se puedan restablecer, en mejores condiciones, las actividades apostólicas encomendadas por el Santo Padre al IBP en un territorio tan basto y prometedor para el futuro de la Santa Iglesia de Dios.

Las pruebas actuales por que atraviesa el IBP, no sólo son el signo de la la Cruz que necesariamente maraca a toda obra de Dios, sino que también son el presagio de una abundante cosecha futura de almas y la ocasión inmerecida que nos da la Providencia, de ofrecer nuestro granito de arena, con la certeza de estar cooperando con el Papa en la Victoria, esperamos no será lejana, de la Santa Iglesia Católica Romana.

Non nobis, Domine, non nobis: sed nomine tuo da gloriam
P. Rafael Navas Ortiz IBP
Fonte: SECRETUM MEUM MIHI
Publicamos a última homilia do Abbé Roch Perrel no Brasil, veiculada na lista de e-mails do IBP-Brasil.


De: ibp-brasil@yahoogrupos.com.br
Enviada em: domingo, 3 de agosto de 2008 17:49
Assunto: [ibp-brasil] Ultimo sermao


12º Domingo depois de Pentecostes

Meus caros irmãos,

Este domingo é muito particular porque é hoje que celebro a última Missa pública do Instituto Bom Pastor no Brasil. A meu pedido, o Reverendo Padre Laguérie tomou a decisão de fechar a casa de formaçãodo IBP. O diácono Vincent e eu partiremos esta semana para a França. Muitas razões motivaram nossa partida definitiva, mas para evitar toda polêmica e para não ferir ninguém em particular, darei uma só razão que concerne a muitos. Não se trata de um acerto de contas, pois aqui não é nem o lugar nem o momento. Até porque também devo agradecer pela ajuda financeira . A generosidade dos senhores não faltou jamais. A questão que coloco e deixo para a meditação dos senhores é:
que lugar deve ser dado ao sacerdote numa vida cristã.

Durante esses seis meses no Brasil, tive o sentimento de que para muitos o sacerdote é somente um distribuidor de sacramentos. Sem dúvida, o sacerdote é o homem da Missa e da liturgia e foi para issoque ele foi chamado por Jesus Cristo Sumo Sacerdote. E apesar de suas fraquezas, o padre continua a obra salvífica de Jesus Cristo. Ele infunde a vida da graça nas almas pelo sacramento do Batismo; ele perdoa os pecados em nome de Cristo no sacramento da penitência e ele renova, de maneira não sangrenta, o sacrifício do calvário a cada Missa. Tantas coisas maravilhosas que somente a sabedoria de Deus podia instituir. Somente Deus podia arriscar-se a confiar um tal tesouro a vasos de argila. E a salvação das almas que Nosso Senhor confiou aos seus sacerdotes é um fardo terrível e uma missão exaltante. Mas o sacerdote não é somente isso.

Será que alguns já se perguntaram porque o sacerdote é chamado “Padre”? Porque é preciso admitir que as palavras que empregamos têm uma significação, correspondendo à realidade que designam. É de se admirar, todavia, que o termo “Padre” não evoca diretamente a dimensão sacrificial de sua obra. Ele evoca, porém, a paternidade espiritual do sacerdote. O sacerdote é um pai porque pelos sacramentos, começando pelo batismo, mas não somente por eles, ele infunde a vida divina nas almas. E esta é uma das razões do celibato eclesiástico na Igreja Romana. O Padre renuncia à paternidade natural em vista de uma mais perfeita: a paternidade espiritual. “Ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim ou por causa do Evangelho, que não receba, já neste mundo, cem vezes mais casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições, e no mundo vindouro a vida eterna.” (Mc X, 29-30) Esta promessa de Jesus Cristo se realiza eminentemente no sacerdócio e na vida religiosa, mas é preciso que seus filhos aceitem essa paternidade, consintam a ver no Padre um verdadeiro pai para a sua alma e, sobretudo, que tal paternidade não se exerce unicamente na capela. É neste ponto que a atitude de alguns está errada pois limitaram o Padre à capela, impedindo-o de ir mais além na sua paternidade espiritual. Não quero dizer que o Padre deva dirigir tudo nas famílias, mas muitos praticamente nunca me permitiram entrar no seio das famílias. É para mim uma tristeza sacerdotal enorme de ver que praticamente não os conheço. Minha alma está triste nesse dia. Essa decisão de cessar o apostolado brasileiro não foi tomado com alegria no coração. Não se trata nem de rancor nem de ódio, mas da tristeza de ter batido em portas que permaneceram fechadas.

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Padre Roch Perrel
Instituto do Bom Pastor
Rua Gonçalo Pedrosa, 25
Ipiranga
04261 - 060 São Paulo - SPBrasil

Fonte: Tantum Ergo Sacramentum e outros blogs.

quarta-feira, abril 23, 2008

Seja Bem Vindo ao Lar






Nossa família é feita de todas as raças
Nós somos jovens e velhos, Ricos e pobres,
homens e mulheres Pecadores e santos.

Nossa família se difundiu pelos séculose pelo mundo.
Com a graça de Deus, nós abrimos hospitais para cuidar dos doentes.
Fundamos orfanatos e ajudamos os pobres.

Nós somos a maior organização caritativa no planeta,
trazendo alívio e conforto para aqueles que precisam.
Nós educamos mais crianças do que
qualquer outra instituição educativa ou religiosa.

Nós desenvolvemos o método científico e as leis de evidência.
Nós fundamos o sistema universitário.
Nós defendemos a dignidade de toda vida humana
e preservamos o casamento e a família.

Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos,
que percorreram o caminho da santidade antes de nós.
Guiados pelo Espírito Santo, nós compilamos a Bíblia.

Nós somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição,
que nos têm guiado firmemente por dois mil anos.
Nós somos a Igreja Católica

Com mais de um bilhão na nossa família
compartilhando dos sacramentos e da plenitude da fé cristã.
Por séculos nós temos rezado por você
e por todo o mundo,a cada hora, a cada dia,
sempre que celebramos a Missa.

O próprio Jesus lançou as fundações de nossa fé quando disse a Pedro,
"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja"
Por mais de dois mil anos, nós tivemos uma linha
ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica com amor e verdade,
num mundo confuso e doloroso para se viver.

E nesse mundo cheio de caos, dificuldades e dor,
é reconfortante saber que algumas coisas
permanecem coerentes, verdadeiras e fortes:
nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação.

Se você esteve fora da Igreja Católica,
nós convidamos você a um novo olhar.
Nossa família é unida em Jesus Cristo,
nosso Senhor e Salvador.

Nós somos católicos.
Bem vindo a sua casa!